6/6/14

Primeiros passos em Hiperaprendizagem Empresarial

Há algum tempo, em uma cidade do interior de um estado com baixo nível de industrialização mas com alto nível de vontade e disposição para aprender e trabalhar, havia um funcionário que fazia tudo direitinho, aprendia rápido e costumava deixar seus patrões, colegas e clientes bem satisfeitos com os resultados de seu trabalho.

Apesar de conhecer bastante sobre o seu trabalho, nosso amigo desconfiava que tudo poderia melhora ainda mais se ele construísse um embasamento teórico mais profundo. Não que estivesse descontente com os resultados que obtinha mas ele não considerava sua formação tão profunda quanto a de alguns de seus colegas que se formaram em universidades renomadas ou tiveram a oportunidade de intercâmbios internacionais.

Por ser bastante perspicaz, ele logo percebeu que, muito do que ele fazia na fábrica eram processos baseados em livros ou teorias discutidas em escolas de engenharia. Da mesma forma que boa parte do que ele fazia no administrativo, encontrava embasamento nos livros de Administração de Empresas, Economia ou Contabilidade; ou ainda, muitos processos do Departamento Pessoal, tinham origem no que é estudado na faculdade de Psicologia.

Ele imaginou que não precisasse saber tão profundamente quanto os seus líderes. Mas que quanto mais fosse capaz de reconhecer os temas dos quais seus chefes falavam, melhor seria a comunicação e maior seria a percepção de eficiência que seus chefes teriam a seu respeito.

Com essa ideia na cabeça, nosso amigo resolveu fazer um experimento e descobriu que qualquer conhecimento mínimo a respeito dos livros que seus chefes leram (ainda que ele não os tivesse lido), já facilitava muito a comunicação e otimizava os resultados. E esse processo se tornou tão intenso que, apenas lendo a capa e o sumário dos livros nos quais seus chefes estudaram, a sua efetividade subia em mais de 20%. Ele realmente não sabia se isso acontecia porque, folheando os livros, era muito comum encontrar figuras e gráficos que o ajudavam a entender bem melhor os discursos, jargões, processos e modelos mentais utilizados por seus chefes; ou se esse contato com os livros o ajudava a elaborar perguntas que levaram seus chefes a refletir, aprender mais e gostar dos processos e conversas inteligentes e agradáveis sobre temas que seus líderes realmente gostavam de tratar.

E... quanto mais me lembro dessa estória, mais curioso eu fico em saber. Se ele conseguiu aprender e realizar tanto aplicando um método que desenvolveu sozinho; de quantas formas diferentes o meu sucesso não seria potencializado se eu desenvolvesse um círculo de amizades com pessoas que tivessem comportamentos parecidos em relação aos livros que seus líderes leram.

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